Política

Suprema Corte rejeita pedido de Trump sobre votos na Califórnia

Tribunal recusou pedido para separar cerca de 20 mil cédulas pelo correio contestadas pelo governo Trump na Califórnia.

Donald Trump durante evento nos Estados Unidos

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (2) um pedido do governo do presidente Donald Trump para obrigar a Califórnia a separar e deixar sem contagem cerca de 20 mil votos enviados pelo correio, segundo o G1, a DW e o The Guardian. A medida foi negada na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, que definirão o controle do Congresso nos dois últimos anos do segundo mandato de Trump, informou o G1.

Segundo a DW, o governo Trump recorreu à Suprema Corte afirmando que uma lista com mais de 20 mil cédulas na Califórnia incluiria pessoas que não seriam cidadãs dos Estados Unidos. O G1 informou que o caso envolvia pessoas identificadas pelo governo republicano como prováveis não cidadãos nas listas de eleitores do estado, amplamente dominado pelo Partido Democrata.

Disputa sobre a lista

De acordo com o The Guardian, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos havia determinado que autoridades eleitorais da Califórnia separassem e não contassem votos de pessoas que o órgão afirma não serem cidadãs. O jornal informou que, em meados de outubro, o departamento entregou um dispositivo USB a autoridades eleitorais de Los Angeles e Sacramento com os nomes questionados.

Ainda segundo o The Guardian, o Departamento de Justiça deu 48 horas para que as autoridades analisassem a lista e ameaçou acionar a Justiça caso os votos não fossem separados até que as pessoas listadas comprovassem cidadania. As autoridades eleitorais recusaram a exigência, o que levou a uma sequência de disputas judiciais, informou o jornal.

Autoridades da Califórnia afirmaram que a lista parecia conter muitos erros e que a medida poderia, na prática, impedir eleitores legalmente habilitados de votar, segundo o G1. O The Guardian informou que autoridades do estado argumentaram nos tribunais que o governo federal buscava interferir nas eleições estaduais.

Decisão sem justificativa detalhada

A Suprema Corte não apresentou uma explicação detalhada para a decisão, procedimento comum em pedidos emergenciais, segundo o G1. O The Guardian informou que a decisão desta segunda-feira ocorreu depois de tribunais inferiores terem dado razão a autoridades da Califórnia na disputa com o governo Trump.

O G1 informou que esta foi mais uma disputa judicial envolvendo regras eleitorais na véspera das eleições de meio de mandato. Segundo o The Guardian, a decisão representou nova derrota judicial para esforços do governo Trump de intervir em processos eleitorais de vários estados.

Em setembro, os ministros da Suprema Corte já haviam rejeitado uma tentativa de Trump de restringir o voto pelo correio em todo o país, embora tenham decidido a favor do governo em outros recursos emergenciais, segundo o G1. As fontes não informaram quais seriam os próximos passos do governo Trump após a decisão desta segunda-feira.

Meio de mandato

No mesmo contexto eleitoral, o The Guardian informou que a pesquisa mais recente do New York Times e do Siena College antes das eleições de meio de mandato apontou Abdul El-Sayed à frente de Mike Rogers na disputa pelo Senado dos Estados Unidos em Michigan por 11 pontos percentuais, fora da margem de erro. Segundo o jornal, o levantamento ocorreu antes de a deputada democrata Haley Stevens anunciar apoio a Rogers em uma disputa considerada importante para o partido dela na busca pelo controle do Senado.

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