Juíza rejeita ação do governo Trump sobre eleição para o Senado no Alasca
Decisão em Anchorage barra tentativa do Departamento de Justiça de impedir certificação de eventual derrota de Dan Sullivan no Alasca

Uma juíza federal do Alasca rejeitou neste domingo (1º.nov.2026) uma ação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tentava impedir a certificação de uma eventual derrota do senador republicano Dan Sullivan na eleição de meio de mandato marcada para terça-feira (3.nov), segundo o Poder360 e o G1. A decisão foi tomada pela juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Anchorage, informou o Poder360.
Segundo o Poder360, a ação foi apresentada pelo Departamento de Justiça contra o Estado do Alasca, a diretora da Divisão Eleitoral, Carol Beecher, e órgãos responsáveis pela supervisão das eleições e pela revisão da contagem dos votos. Gleason concluiu que o Departamento de Justiça não tinha legitimidade jurídica para mover o processo, de acordo com o Poder360.
Disputa por nomes semelhantes
O processo buscava impedir que o Alasca oficializasse uma derrota do senador republicano caso votos dados a outro candidato com nome semelhante pudessem alterar o resultado, segundo o Poder360 e o G1. O outro concorrente é Dan J. Sullivan, morador de Petersburg, que disputa o mesmo cargo, informou o Poder360. A juíza também questionou a viabilidade do pedido feito pelo governo federal na sexta-feira (30.out) para separar todas as cédulas com votos em Dan J. Sullivan, segundo o Poder360.
A eleição no Alasca opõe o senador republicano Dan Sullivan à ex-deputada federal democrata Mary Peltola, segundo o Poder360 e o G1. O resultado da disputa pode ser decisivo para definir se o Partido Republicano manterá o controle do Senado dos Estados Unidos, informaram as duas fontes.
Origem da contestação
Segundo o Poder360, o Departamento de Justiça apresentou a ação na semana anterior à publicação de uma reportagem do The New York Times sobre uma suposta articulação envolvendo aliados de Mary Peltola para retirar votos de Dan Sullivan. De acordo com o Poder360, o jornal relatou que integrantes da campanha de Peltola e de um grupo nacional ligado ao Partido Democrata teriam ajudado a recrutar Dan J. Sullivan para concorrer, com o objetivo de dividir votos do republicano de nome semelhante. A campanha da democrata nega participação na articulação, informou o Poder360.
O G1 informou que a decisão representa mais um revés para os esforços de Trump de ampliar a atuação do governo federal nas eleições, que, segundo a Constituição dos Estados Unidos citada pelo portal, são administradas pelos estados. Ainda segundo o G1, o governo Trump tem pressionado estados a fornecer dados de registro de eleitores e defendido regras mais rígidas para reforçar a confiança pública no voto. Críticos, entre eles autoridades eleitorais democratas e alguns republicanos, veem essas medidas como excesso de interferência federal, informou o G1.
Reações e próximos passos
Segundo o Guardian, Trump afirmou em 23 de outubro que havia ordenado ao Departamento de Justiça apresentar a ação. O jornal também informou que especialistas em direitos de voto classificaram a medida como uma intervenção federal sem precedentes, em um contexto no qual o controle do Congresso está em disputa. A Al Jazeera informou que Dan Sullivan prometeu respeitar o resultado da eleição, posição que, segundo o veículo, contrasta com a tentativa do governo Trump de contestar a certificação no Alasca.
Com a rejeição da ação, a eleição para o Senado no Alasca segue prevista para terça-feira (3.nov), segundo o Poder360. As fontes não informam, no material fornecido, se o Departamento de Justiça recorrerá da decisão de Sharon Gleason.





