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França tem novos protestos contra custo de vida e confrontos em grandes cidades

Governo francês estimou 320 mil manifestantes no país; fontes divergem sobre o número de detidos após atos deste sábado

Manifestantes e policiais durante protesto na França neste sábado

Protestos contra o custo de vida, a sobrecarga dos serviços públicos e pautas estudantis reuniram manifestantes em várias cidades da França neste sábado (31), segundo Metrópoles, Poder360, G1, CNN Brasil e The New York Times. O Ministério do Interior francês estimou 320 mil participantes em todo o país, sendo 70 mil em Paris, de acordo com Poder360 e CNN Brasil. Houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança em Paris, Lyon, Toulouse e Marselha, segundo o Poder360.

Participação e detenções

Há divergência entre as fontes sobre o número de detidos. A CNN Brasil informou, com base no Ministério do Interior francês, que 296 pessoas haviam sido detidas até as 18h, no horário local. O G1 afirmou que mais de 400 pessoas foram detidas em todo o país até o momento, também citando o ministério. A DW Brasil registrou “mais de 400 presos” no resumo da cobertura. Já o Metrópoles publicou no título que a França teve mais de 1,3 mil manifestantes presos após os protestos, sem detalhar esse dado no material fornecido.

A estimativa oficial de 320 mil manifestantes ficou abaixo dos atos anteriores, segundo o Poder360 e a CNN Brasil: foram 410 mil em 24 de outubro e 550 mil em 17 de outubro. O G1 informou, porém, que a coalizão sindical da juventude calculou cerca de 500 mil participantes neste sábado, incluindo 200 mil em Paris. O The New York Times também registrou que centenas de milhares participaram da nova rodada de protestos e que o número estimado pelo governo foi menor do que nos dois sábados anteriores.

Segundo o G1, os atos começaram de forma pacífica durante a tarde, mas a tensão aumentou quando participantes deixavam os locais das manifestações. Em Paris, a polícia dispersou pequenos grupos no fim da marcha, e grupos mascarados lançaram objetos contra agentes; ao menos um artefato incendiário foi arremessado contra as forças de segurança, segundo o G1. O Poder360 informou que a polícia usou gás lacrimogêneo em Lyon e Toulouse, e que Marselha teve tensão no encerramento de protestos não autorizados.

Pautas e contexto político

As marchas reuniram estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos, segundo Poder360, G1 e CNN Brasil. As pautas incluem preços de combustíveis, inflação, custo de vida, sobrecarga dos serviços públicos e críticas à gestão do presidente Emmanuel Macron, segundo o Poder360. A mobilização estudantil começou em setembro, com reivindicações sobre condições de escolas e universidades, incluindo salas cheias e o sistema de admissão universitária, segundo Poder360 e G1.

O Poder360 informou que o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon participou da manifestação em Paris. Segundo a mesma fonte, os protestos ocorrem em um momento de fragilidade para o governo Macron: na véspera, a Fitch revisou para negativa a perspectiva da dívida francesa. O Poder360 também informou que a dívida pública está próxima de 120% do PIB e que os custos de empréstimo em alta ampliam a pressão sobre o governo para conter gastos.

O Ministério do Interior francês afirmou que “elementos radicais” tentaram se separar das marchas com intenção de vandalismo e saques em cidades como Bordéus, Toulouse, Lyon e Marselha, segundo Poder360. A CNN Brasil citou comunicado semelhante do ministério, incluindo também Rennes, Lille e Nantes, e informou que as forças de segurança disseram ter impedido essas tentativas. Segundo a CNN Brasil, a polícia de Rennes relatou que a marcha principal ocorreu de forma pacífica no percurso previsto, mas que, após o fim do ato, centenas de indivíduos atacaram agentes, lançaram projéteis e atearam fogo.

Efeito na Europa

A CNN Brasil e a Agência Brasil informaram que protestos liderados por jovens também ocorreram na Alemanha neste sábado, organizados pelo grupo Gen Z regelt, traduzido pela Agência Brasil como “Geração Z assume o comando”. Segundo a Agência Brasil, os atos foram programados para 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique, com reivindicações contra o serviço militar obrigatório, por mais investimento em educação e pela redução do custo de vida. A polícia de Frankfurt, Munique e Berlim registrou 6 mil manifestantes, abaixo dos cerca de 36 mil indicados no site dos organizadores, segundo a Agência Brasil.

Na Alemanha, a CNN Brasil informou que canhões de água e policiais antimotim foram mobilizados em Colônia e Hamburgo. A polícia de Colônia disse, segundo a CNN Brasil, que usou canhões de água após alguns manifestantes soltarem fogos de artifício, e afirmou que as medidas eram voltadas contra pessoas violentas, não contra participantes pacíficos. A Agência Brasil informou que autoridades alemãs alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar o movimento. Segundo a Agência Brasil, a Itália também registrou confrontos na sexta-feira (30), incluindo episódios em Turim, Roma e Gênova.

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