Mundo

Militares dos EUA dizem que ataque no Pacífico matou cinco em suposta lancha do tráfico

Southcom informou que atingiu embarcação no leste do Pacífico; levantamentos divergem sobre total de mortos desde 2025.

Embarcação no Pacífico explode após ser atingida por projétil
Ilustração gerada por IA

O Comando Sul dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (27) que militares americanos realizaram um ataque contra uma suposta embarcação de contrabando de drogas no leste do oceano Pacífico, com cinco mortos, segundo o G1 e o The Guardian.

O ataque

Segundo o G1, o Southcom afirmou em publicação no X que o alvo era uma lancha rápida que operava em rotas já estabelecidas de narcotráfico. O comando disse que informações de inteligência teriam confirmado a participação da embarcação no tráfico de drogas e classificou os mortos como “narcoterroristas”.

O G1 informou que a publicação do Southcom foi acompanhada de um vídeo em que uma embarcação parada explode após ser atingida por um projétil. O The Guardian também relatou que os militares dos EUA anunciaram a ação como um ataque aéreo contra um barco suspeito de narcotráfico no Pacífico oriental.

Contexto da ofensiva

Segundo o G1, os militares americanos começaram a atacar supostas embarcações de contrabando de entorpecentes no início de setembro de 2025. O veículo informou que o presidente Donald Trump afirma que Washington está em guerra contra cartéis de drogas que operam a partir da América Latina.

Há divergência entre levantamentos citados pelas fontes sobre o total de ações e mortos. O The Guardian informou que, segundo contagens da mídia, o ataque desta terça está entre mais de 70 operações semelhantes desde o início do segundo mandato de Trump, com mais de 240 mortos. Já o G1, citando levantamento da AFP, informou que pelo menos 235 pessoas morreram desde o início da ofensiva, em ataques no Mar do Caribe e no leste do Pacífico.

Questionamentos

Segundo o G1, o governo Trump não apresentou provas conclusivas de que as embarcações atingidas estejam envolvidas no tráfico de drogas. O portal também informou que especialistas jurídicos e organizações de direitos humanos apontam que os ataques poderiam constituir execuções extrajudiciais, por terem, aparentemente, mirado civis.

Até a publicação dos relatos do G1 e do The Guardian, as informações disponíveis vinham do anúncio militar americano e de levantamentos de imprensa. As fontes não informaram a identidade dos mortos nem detalharam eventuais desdobramentos imediatos após o ataque.

Leia também