Política

TSE registra 34.393 votos após as 17h no segundo turno

Segundo a Agência Brasil e a CNN, votação prorrogada pelo STF até 19h valeu para urnas que ainda estavam abertas.

Urna eletrônica em seção eleitoral vazia com relógio ao fundo
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O Tribunal Superior Eleitoral registrou 34.393 votos após as 17h no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo (25), segundo a Agência Brasil e a CNN Brasil. De acordo com a Agência Brasil, o volume representa 0,027% do total de votos depositados no dia. A votação, prevista para terminar às 17h, foi prorrogada até as 19h por decisão judicial para urnas que ainda não haviam sido encerradas.

Distribuição por horário

Segundo dados do TSE citados pela Agência Brasil e pela CNN Brasil, 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 depois das 19h. O TSE informou que 24.268 seções permaneceram abertas após as 17h10, horário usado no levantamento porque, conforme a Agência Brasil, as seções podem levar cerca de 10 minutos para emitir o boletim de urna quando o último voto ocorre exatamente às 17h.

A CNN Brasil informou que, de 497.333 seções eleitorais, 437.065 concluíram os trabalhos até 17h10, enquanto 24.268 seguiram em funcionamento após esse horário. Segundo o InfoMoney, 95% das seções do país já haviam sido fechadas até 17h10. O site também informou que 6.766 seções encerraram a votação após as 19h e que, nesses locais, foram registrados 4.773 votos.

São Paulo concentrou o maior número de votos após as 17h, com 2.496 registros, segundo a Agência Brasil e a CNN Brasil. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 2.349 votos; Bahia, com 1.656; e Pernambuco, com 577. A CNN informou ainda que São Paulo teve 6.093 seções abertas após 17h10, seguido por Rio de Janeiro, com 5.713; Bahia, com 3.787; e Pernambuco, com 1.872.

O InfoMoney informou outros números por unidade da federação: Maranhão teve 166 votos após o horário usual; Distrito Federal, 157; Pará, 152; e Minas Gerais, 136. O G1, com base no TRE do Pará e em dados do TSE, informou que o estado registrou 152 votos após as 17h e que 701 seções eleitorais tiveram encerramento registrado depois desse horário. Segundo o G1, o Pará tinha 22.082 seções eleitorais e 20,3% do eleitorado não compareceu no segundo turno.

Por que houve prorrogação

A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, segundo a CNN Brasil, o G1 e o InfoMoney. De acordo com a Agência Brasil, a decisão ocorreu após pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A campanha de Lula pediu adiamento em todo o país com base em relatos de problemas de mobilidade urbana em cidades brasileiras, especialmente Salvador e São Paulo, segundo a Agência Brasil.

Ainda segundo a Agência Brasil, a campanha de Flávio Bolsonaro pediu mais tempo em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul por causa das fortes chuvas registradas no domingo, com potencial para dificultar a chegada de eleitores às urnas. A CNN Brasil informou que as candidaturas relataram dificuldades no transporte público à Suprema Corte e à Justiça Eleitoral.

Reações e alcance da medida

Segundo o InfoMoney, a decisão foi tomada poucos minutos após as 17h, quando grande parte das urnas já havia sido encerrada. O site informou que o entendimento de que a prorrogação valeria apenas para urnas ainda abertas foi repassado aos tribunais regionais eleitorais às 17h49. De acordo com a Agência Brasil, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado das urnas, apesar de diferença de mais de 4,4 milhões de votos a favor de Lula. O InfoMoney informou que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou no domingo que a decisão judicial não alterou o resultado da eleição.

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