Economia

Petróleo fecha em queda com foco em negociações no Oriente Médio

Contratos recuaram nesta terça (27), enquanto o mercado avaliou diplomacia com o Irã, ataques houthis e sinais sobre a Opep+.

Barris de petróleo e gráfico em queda sob atmosfera de tensão geopolítica
Ilustração gerada por IA

Os preços futuros do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (27), em meio à avaliação do mercado sobre negociações diplomáticas no Oriente Médio e novos ataques na região, segundo CNN Brasil, InfoMoney e Money Times. As fontes indicam que o movimento ocorreu após perdas na véspera e com investidores atentos também à possibilidade de a Opep+ manter suas metas de produção para dezembro.

Há divergência entre as fontes sobre a cotação de fechamento do Brent. Segundo a CNN Brasil e o Money Times, o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres, caiu 1,20%, ou US$ 1,33, para US$ 109,41 o barril. Já o InfoMoney, com base na Reuters, informou que o Brent encerrou a US$ 113,88, em baixa de US$ 1,93, ou 1,8%. As três fontes apontam que o WTI para dezembro recuou US$ 1,86, ou 1,83%, para US$ 99,90 o barril, na Nymex.

Pressão sobre os preços

Segundo a CNN Brasil e o Money Times, a commodity chegou a tentar recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda pela manhã, apesar de seguir próxima da faixa de US$ 100 o barril. O InfoMoney informou que, mesmo com a queda de quase US$ 2 por barril, os preços permaneceram perto da maior cotação em seis meses, em um cenário de conflito entre houthis e Arábia Saudita e de preocupação com novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

As sinalizações diplomáticas vieram de diferentes frentes. Segundo CNN Brasil e Money Times, representantes do Irã afirmaram estar dispostos a fechar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. O InfoMoney informou que Mohsen Rezaei, chefe do Conselho de Segurança do Irã, reuniu-se nesta terça-feira com o aiatolá Mojtaba Khamenei, um dia depois de conversas com representantes da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão. A mídia estatal iraniana, citada pelo InfoMoney, afirmou que os quatro países concordaram em continuar as negociações voltadas à paz e à segurança.

Ao mesmo tempo, segundo CNN Brasil e Money Times, os houthis do Iêmen realizaram novos ataques contra a Arábia Saudita. O InfoMoney informou que os houthis disseram ter atingido a refinaria de Ras Tanura, na Arábia Saudita, com um míssil balístico. Ainda segundo o InfoMoney, dados compilados por um think tank sediado em Washington apontam que outubro foi o pior mês, desde 2017, em ataques à navegação comercial no Estreito de Ormuz e em vias próximas.

Reações do mercado

Segundo CNN Brasil e Money Times, o BOK Financial avaliou que a correção nos preços ocorre diante de notícias de avanço em negociações com o Irã e entre Rússia e Ucrânia, embora tenha destacado restrição na oferta global e aumento da presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O Commerzbank, citado pelas mesmas fontes, considerou a situação no Oriente Médio ainda “tensa”, enquanto a Jefferies afirmou que a geopolítica continua no centro das atenções do mercado.

O InfoMoney informou que analistas da Gelber & Associates veem os ataques houthis e a presença militar no Golfo como fatores que mantêm riscos ao abastecimento, mesmo com notícias diplomáticas reduzindo parte do prêmio recente nos preços. O UBS, também segundo o InfoMoney, passou a projetar o Brent perto de US$ 110 por barril até o fim do ano, acima da estimativa anterior de US$ 100, citando volatilidade no abastecimento do Oriente Médio e incerteza geopolítica. A instituição também afirmou que o tráfego pelo Estreito de Ormuz aumentou, assim como os ataques a navios.

O que vem agora

Segundo CNN Brasil e Money Times, fontes ouvidas pela Reuters indicam que a Opep+ deve manter inalteradas as metas de produção em dezembro. O InfoMoney informou que operadores acompanhariam os números do Instituto Americano de Petróleo na noite de terça e o relatório da Administração de Informação de Energia dos EUA na quarta, para avaliar a situação dos produtos. Ainda segundo o InfoMoney, Phil Flynn, do Price Futures Group, afirmou que a queda do petróleo não deve significar alívio imediato nos postos enquanto capacidade de refino, custos de transporte, riscos no Oriente Médio e demanda por exportação de diesel seguirem relevantes. A CNN Brasil e o Money Times também informaram que Donald Trump anunciou que os EUA receberão 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela, além de outros bilhões de barris que, segundo ele, devem ser enviados aos americanos.

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