Dólar recua para R$ 5,35 e Bolsa fecha em queda após tombo da véspera
Ibovespa caiu 0,51% nesta terça, enquanto varejo, saúde e construção tiveram recuperação pontual, segundo fontes do mercado.

O dólar comercial fechou em queda de 0,97% nesta terça-feira (27.out.2026), enquanto a Bolsa brasileira voltou a recuar após o tombo da véspera, segundo o Poder360 e o Money Times. Há pequena diferença entre as cotações informadas: o Poder360 registrou fechamento a R$ 5,350, e o Money Times informou R$ 5,3506. Já o Ibovespa, principal índice da B3, caiu 0,51%, aos 175.710,05 pontos, segundo o Poder360.
Segundo o Poder360, o pregão ocorreu depois de uma queda de 13,88% do Ibovespa na segunda-feira (26.out), a maior desde 2020, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma sessão, as empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado, informou o site. O dólar havia subido 8,36% na segunda-feira, quando fechou a R$ 5,4066, ainda segundo o Poder360.
Mercado doméstico
O Money Times informou que o câmbio teve volatilidade no início da sessão, mas passou a cair ante o real ao longo do dia, em meio à espera por sinalizações do governo chamado pela publicação de “Lula 4”. Segundo o Money Times, Lula foi reeleito no domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), diferença superior a 4,3 milhões de votos. A publicação também afirmou que o resultado contrariou pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno.
Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, afirmou ao Money Times que investidores ajustaram prêmios de risco depois dos movimentos fortes da sessão anterior e buscavam indicações sobre o Ministério da Fazenda e a política fiscal. Já Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, disse ao Poder360 que o mercado ainda absorvia as perdas e mantinha cautela enquanto aguardava definições sobre a condução econômica.
A situação fiscal seguiu no centro das atenções, segundo o Poder360. Bassani citou insegurança jurídica, deficit fiscal e falta de perspectivas claras de melhora como fatores que pressionam ativos brasileiros. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que o governo prepara medidas para buscar o centro da meta fiscal, informou o Poder360. Para Bassani, sinais concretos sobre equilíbrio das contas, a definição dos próximos ministros e indicações ao STF poderiam contribuir para a recuperação da confiança do mercado.
Ações sensíveis a juros
Apesar da queda do Ibovespa no fechamento, ações de setores mais sensíveis aos juros tiveram recuperação durante o pregão, segundo o InfoMoney. A publicação informou que Tenda (TEND3) liderava os ganhos do índice, com alta de 8,86%, a R$ 22,73. Na sequência apareciam Ecorodovias (ECOR3), com avanço de 7,13%, e Intelbras (INTB3), com alta de 6,46%.
O InfoMoney também informou altas de Hapvida (HAPV3), de 5,03%, Direcional (DIRR3), de 4,21%, e Magazine Luiza (MGLU3), de 4,15%. Segundo a publicação, o movimento ocorreu após forte correção desses papéis na segunda-feira. O InfoMoney afirmou que Magazine Luiza caiu 58% no pregão após a reeleição de Lula e que ações de construtoras como Cyrela (CYRE3), MRV (MRVE3), Tenda e Direcional chegaram a apresentar perdas superiores a 40% no mesmo intervalo.
Próximos focos
No exterior, o Money Times informou que o movimento do dólar no Brasil destoou do desempenho global da moeda. Por volta das 17h, o DXY, índice que compara o dólar a seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,34%, aos 102.301 pontos. A publicação afirmou que investidores aguardavam a decisão do Fomc, do Federal Reserve, prevista para quarta-feira (28), com expectativa de manutenção dos juros entre 3,75% e 4,00% ao ano. Segundo o CME Group citado pelo Money Times, a ferramenta FedWatch indicava 92,8% de chance de manutenção e 7,2% de probabilidade de alta de 25 pontos-base. O Poder360 informou ainda que Bolsas norte-americanas operaram em alta, com atenção a balanços de grandes empresas de tecnologia e investimentos em inteligência artificial.





