Binance amplia saques após ataque hacker e retiradas chegam a US$ 5,16 bi
Exchange liberou mais cinco moedas para saque; dados citados pelo InfoMoney apontam US$ 5,165 bilhões em retiradas após a retomada parcial.

A Binance liberou mais cinco moedas para saque nesta segunda-feira (2), em nova etapa da retomada gradual das operações após um ataque hacker contra a plataforma, segundo o InfoMoney. Com a inclusão de dólar americano, dirham dos Emirados Árabes Unidos, dong vietnamita, peso filipino e rupia indonésia, o volume de retiradas chegou a US$ 5,165 bilhões, de acordo com dados da DefiLlama citados pelo site.
Segundo o InfoMoney, a Binance já havia restabelecido saques em outras moedas, incluindo iene japonês, real brasileiro, euro, franco suíço, peso mexicano, peso argentino, coroa sueca, zloty polonês, leu romeno, xelim queniano e franco CFA, entre outras. A empresa informou que iniciou a reabertura dos saques no domingo (1º), de forma gradual, depois de suspensões relacionadas ao incidente de segurança.
Retomada dos saques
Entre 6h e 15h30 (UTC) de 1º de novembro, a plataforma processou US$ 4,649 bilhões em retiradas e US$ 1,01 bilhão em depósitos, o que resultou em saída líquida de cerca de US$ 3,64 bilhões, segundo boletim da Binance citado pelo InfoMoney. O Olhar Digital informou números próximos para o domingo: aproximadamente US$ 4,6 bilhões em saques e US$ 1 bilhão em depósitos, com saldo líquido negativo de US$ 3,64 bilhões.
Há diferença entre os recortes divulgados pelas fontes. O InfoMoney, com base na DefiLlama, informou retiradas acumuladas de US$ 5,165 bilhões após novas liberações. O Metrópoles registrou retiradas de R$ 27,2 bilhões após o ataque. Já o Olhar Digital destacou cerca de US$ 4,6 bilhões em saques no domingo, após a reabertura parcial.
A Binance informou, segundo o InfoMoney, que o pico inicial de retiradas perdeu força e que o volume começou a se estabilizar, enquanto os depósitos seguiram elevados. A saída líquida de US$ 3,64 bilhões representou 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos sob gestão da exchange, conforme dados da Prova de Reservas de 28 de outubro citados pelo InfoMoney. O Olhar Digital informou que a Binance também disse que o saldo líquido retirado equivalia a 2,1% dos ativos na plataforma.
Ataque e resposta da empresa
Segundo o Olhar Digital, a Binance foi alvo, na quinta-feira (29), do maior ataque hacker já registrado no setor de criptomoedas, com roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos. O Metrópoles também informou que a onda de saques ocorreu após um ataque cibernético que levou cerca de US$ 6,3 bilhões. O Olhar Digital afirmou que FBI e analistas atribuíram o ataque a hackers norte-coreanos; o Money Times informou que analistas fizeram essa atribuição.
O Olhar Digital informou que o ataque ocorreu por volta das 17h, no horário de Brasília, e durou cerca de 20 minutos, conforme registros de transações analisados por especialistas. A reportagem também disse que, inicialmente, a Binance suspeitou da invasão ao computador de um engenheiro e, depois, relatou falhas de segurança que poderiam ter sido exploradas. Segundo a TRM Labs, citada pelo Olhar Digital, o sistema usado para autorizar transferências de criptomoedas foi comprometido.
A Binance disse ter reunido US$ 6 bilhões para compensar perdas, com recursos do caixa, de um fundo de seguro e de uma reserva para incidentes de segurança, segundo o Olhar Digital. De acordo com o The Guardian, a cofundadora Yi He afirmou que a prioridade era garantir um ambiente seguro antes de permitir saques e retomar as operações. O jornal também informou que ela rejeitou comparações com a FTX em publicação no X.
Desdobramentos no setor
O Money Times informou que o Mercado Bitcoin comunicou investidores e o mercado nesta segunda-feira (2) sobre um incidente de segurança ocorrido de madrugada. Segundo a empresa, não houve prejuízo a clientes nem vazamento de dados, e depósitos e saques foram suspensos temporariamente como medida preventiva. O valor oficial não foi divulgado, mas trackers autônomos e não oficiais de movimentações on-chain apontaram US$ 40 milhões movimentados de possíveis endereços ligados à corretora, segundo o Money Times. A Binance, por sua vez, informou que realizou novo registro de reservas e iniciou o cálculo da prova de conhecimento zero, com relatório atualizado previsto para ser publicado em sua página de Prova de Reservas, segundo o InfoMoney.





