Família autoriza doação de órgãos de engenheiro morto após agressão em Santos
Polícia Civil investiga o caso como latrocínio; G1 informou que a retirada dos órgãos estava prevista para esta terça-feira (27).

A família de um engenheiro de 30 anos autorizou a doação de seus órgãos após a confirmação de morte cerebral, segundo o G1. Ele foi agredido e roubado na madrugada de sábado (24), em Santos, no litoral de São Paulo, depois de se afastar de um ato político pró-Lula. A Polícia Civil investiga a morte, informou a Agência Brasil.
O que aconteceu
Segundo o G1, o engenheiro participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando saiu do evento para ir ao banheiro. Ele foi abordado por ao menos sete homens, que gravaram o crime, conforme relatou o portal. O resumo do G1 informa ainda que o grupo fez uma live durante a agressão e o roubo.
De acordo com a Agência Brasil, imagens que circulam nas redes sociais mostram o engenheiro caminhando pela rua quando dois homens exigem a entrega do celular. Em seguida, mais cinco pessoas se aproximam, cercam a vítima e a agridem com socos e chutes. Segundo a agência, ele caiu no chão sem consciência.
O engenheiro foi socorrido inicialmente na Santa Casa de Santos e depois transferido ao Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), segundo a Agência Brasil. O G1 informou que a transferência ocorreu no domingo (25), após a confirmação de morte cerebral pela família. Segundo o pai, ainda faltava um exame para confirmar a irreversibilidade do quadro, e o resultado saiu na segunda-feira (26).
Há divergência nas informações publicadas sobre a data da morte. A Agência Brasil informou que o engenheiro morreu no domingo (25), após não resistir aos ferimentos decorrentes das agressões. O G1 relatou que a morte cerebral foi confirmada pela família no domingo, com exame final na segunda-feira. Já o Metrópoles informou que ele faleceu nesta segunda-feira (27/10).
Investigação e prisão
Segundo a Agência Brasil, o caso é tratado pela Polícia Civil como latrocínio, roubo seguido de morte. A agência informou ainda que o engenheiro voltava de um ato político e usava um adesivo de apoio a Lula, apontado no texto como candidato reeleito à Presidência também no domingo. O Metrópoles informou que um suspeito de envolvimento na agressão foi preso, sem detalhar, no trecho disponível, a identificação ou as circunstâncias da prisão.
Doação de órgãos e reação da Unifesp
Ao G1, o pai do engenheiro disse que a família autorizou a doação porque esse era o desejo do filho e porque ele queria ajudar outras pessoas. Segundo o portal, a família não impôs restrições aos órgãos que poderiam ser doados, com o objetivo de beneficiar o maior número possível de pacientes. O G1 informou que a retirada dos órgãos estava prevista para esta terça-feira (27).
A Agência Brasil informou que o engenheiro era formado em engenharia e cursava mestrado na Unifesp. Em nota, segundo a agência, a universidade manifestou pesar, prestou solidariedade a familiares, amigos e colegas e cobrou rapidez na apuração, com identificação e responsabilização dos envolvidos.